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Uma em cada 10 mulheres vai ter câncer de mama e a boa notícia é que existe tratamento e cura

Matérias | 01.nov.2016



Foi-se o mês de outubro, mas a prevenção ao câncer de mama precisa continuar o ano inteiro. Dentro do “Outubro Rosa” da Clínica Scope, entrevistamos a oncologista clínica Carla Rossi, sobre o que é a doença, sinais de alerta e tratamento.

O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve primariamente nas glândulas da mama, podendo também ir para outras partes do corpo, mas se origina ali: na glândula mamária. Bem mais raro, ele pode ocorrer em homens, enquanto uma em cada 10 mulheres vão ter a doença.

Sinais de alerta – “O primeiro sintoma seria sentir uma nodulação na mama, mas pode acontecer da paciente não sentir e já ter a presença do tumor no organismo”, explica Carla Rossi. Mas na maioria dos casos, a mulher sente o nódulo no autoexame, que deve ser feito todo mês.

Quando é a hora de ir ao médico? – “O principal mesmo é fazer exames e consultas médicas. A gente precisa conhecer o organismo, a mama da mulher que pode mudar por causa do ciclo menstrual. Mas em caso de alteração, o médico precisa ser procurado antes dos exames de rotina”, frisa a oncologista.

Fatores que podem contribuir – O câncer de mama é um tumor essencialmente hormonal e quanto a isso, não restam muitos cuidados para a prevenção. “O que se consegue fazer é diminuir o consumo de gordura, já que a obesidade aumenta o risco, porque o tecido adiposo produz mais hormônios femininos isso aumenta chance de ter o câncer”, explica a médica.

A participação genética também aparece como fator que pode contribuir para se ter a doença. Mas a prevalência geral é de uma para dada 10 mulheres. “Não existem fatores 100% comprovados, mas praticar exercício físico e evitar a obesidade são uma das coisas que diminuem a incidência”, ressalta Carla.

Tem uma idade de risco? – Mulheres a partir de 40 anos estão dentro da faixa etária mais preocupante. Tanto é que é preconizado, pelo Ministério da Saúde, a mamografia a partir desta idade. “Pode acontecer em mulheres mais jovens, mas por predisposição genética, mas geralmente são acima dos 40 anos por causa da ação do hormônio. Então se a menopausa começar aos 50, os exames de prevenção têm de vir 10 anos antes”, explica.

Qual o melhor exame? – O melhor exame é a mamografia, a partir dos 40, em qualquer lugar do mundo. “Antes dos 40, só vai ter indicação de mamografia se houver o fator de risco de incidência de câncer de mama na família em uma mulher jovem e quando se acha uma alteração na mamografia, pode-se pedir ultrassom para complementar”, enfatiza a oncologista.

Na mamografia apareceu, e agora? – O exame traz consigo uma classificação de alteração entre provavelmente benigno e provavelmente maligno. “Se tem uma alteração suspeita, você vai seguir com a biópsia, é ela quem constata se tem tumor maligno ou não e partir deste diagnóstico, a paciente precisa procurar um especialista, ou seja, um oncologista clínico”, diz Carla.

Tratamento – Com o diagnóstico dado, a oncologista explica que outros exames são feitos para constatar se o tumor não se espalhou pelo corpo, para então – levando em conta a idade e fatores de risco – se determinar o tratamento, que pode ser: cirurgia, quimioterapia ou medicação.

“Quando se descobre no início, a chance de cura é muito maior. Quanto mais precoce o diagnóstico, mais fácil de se chegar ao tratamento e a cura. Não é fácil, não é simples. Exige tempo, mas se consegue curar”, resume a médica.

 






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